A derrota do PT em todas as capitais brasileiras, um cenário para o futuro

A derrota expressiva do PT – Partido dos Trabalhadores, nas eleições municipais deste ano podem ser um reflexo para o cenário futuro das eleições presidenciais. 

Fundado em 1980, o símbolo maior da esquerda brasileira, o Partido dos Trabalhadores parece não estar conseguindo transcender o desgaste da sigla. Contudo, continua de olho nas eleições presidenciais em 2022. 

Na América do Sul, há uma tendência a volta de partidos de esquerda para o poder, como aconteceu com a Argentina. 

No entanto, aqui no Brasil os partidos de centro, os chamados “Centrão” têm se mostrado forte, ocupando cada vez mais espaços na política nacional.

Eleições 2020 – Um cenário para 2022

Este ano de 2020, com as eleições para prefeito das cidades brasileiras, mesmo que a esquerda ainda tenha conseguido chegar ao segundo turno com partidos ligados ao PT, e alcançado votações expressivas, como aconteceu com Guilhermes Boulos em São Paulo e Manuela D’Ávila em Porto Alegre, não chegou lá. 

Para termos uma ideia mais clara, esta foi a primeira vez na história que o Partido dos Trabalhadores não conseguiu eleger nenhum de seus candidatos nas capitais. 

Um levantamento feito, mostra que com relação as eleições municipais de 2016, em que conseguiu eleger 254 prefeitos pelo país, contra 182 em 2020, o Partido dos Trabalhadores perdeu 72 representantes da sigla. 

Partidos que sempre tiveram grande número de representantes, como MBD (antigo PMDB) e PSDB, juntos perderam mais de 500 prefeitos, um número bastante expressivo. 

A derrota de partido de esquerda é reflexo também de conflitos entre os partidos, que optam por seguir separados a seguir juntos pelo mesmo objetivo.  

O Brasil governado pelo Partido dos Trabalhadores

Por muito tempo, se viu uma luta para que a esquerda chegasse ao poder. Luís Inácio Lula da Silva, depois de muitas batalhas, enfim foi eleito Presidente do Brasil. 

Programas sociais, aquecimento da economia, construção a todo vapor. Olimpíadas, Copa do Mundo, Mais médicos, mais financiamentos para estudantes.

Tudo caminhava bem, até que escândalos de corrupção derrubaram a sucessora de Lula, Dilma Rousseff. Um momento histórico, apesar de Collor ter passado por um processo semelhante, ele não chegou a sofrer o Impeachment. 

Com seu Impeachment em 2016, a direita partiu para cima e conseguiu eleger Jair Messias Bolsonaro em 2018. Com promessas de fim da corrupção, retomada da economia, o atual presidente ganhou com folga e caminha agora rumo a 2022. 

O futuro 

Mesmo com o desgaste do governo Bolsonaro, com trocas recorrentes de Ministros, divergências em relação as políticas externas, além das queimadas desenfreadas nos biomas brasileiros, não vai ser fácil a esquerda voltar ao poder. 

Uma Chapa que está sendo cogitada para disputar a presidência teria como líderes Sérgio Moro e Luciano Huck. Vale lembrar que Moro foi o braço forte para eleger Bolsonaro, chegou a ser Ministro da Justiça do presidente. 

Mas em seguida se desligou do governo, pedindo demissão e acusando Bolsonaro de tentar destruir a autonomia da Polícia Federal.

Enfim, são muitos os percalços, há um longo caminho a ser percorrido nesses próximos anos que antecedem o pleito eleitoral que definirá os governantes dos Estados, Senadores, Deputados e o Presidente da República do Brasil. 

Lula – Fonte: Redes sociais

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