A desigualdade pode voltar aos anos 80 após o fim do auxílio

A desigualdade pode voltar aos anos 80 após o fim do auxílio emergência disponibilizados para combater os estragos causados pela pandemia.

Contudo, após o fim desse auxilio governamental, a desigualdade pode aumentar a números assustadores aqui no Brasil, podendo voltar a patamares da desigualdade nos anos 80.

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Desigualdade social – Fonte: redes sociais

No país a porcentagem de famílias que viviam na pobreza era de quase 19% e em 2019 e agora em 2020 esse índice caiu para 11%, ou seja, consequências do auxilio emergencial.

Os índices apontam que sem essa ajuda do governo, a taxa de pobreza pode atingir 24% totalizando em média ¼ da população, de acordo com o sociólogo Rogério Barbosa.

O auxilio Emergencial pago pelo governo federal foi destinado para pessoas que tiveram seus contratos de trabalho suspenso ou reduzido após os afeitos da pandemia.

Em setembro com a redução dos casos no Brasil, as medidas de isolamento social foram diminuídas e o auxilio emergencial foi cortado pela metade, de 600,00 para 300,00 reais.

Com o beneficio as pessoas não saíram da pobreza, mas estão vivendo uma situação que possibilitou melhores condições de alimentação.

O que dizem os especialistas?

Segundo especialistas o auxílio emergencial diminuiu a desigualdade social entre os mais ricos e os mais pobres, onde pode ser visto uma diminuição do índice que mede a pobreza.

Disse ainda que com o fim do auxilio emergencial, a economia ainda não estará recuperada, a taxa de desemprego aumentará, porque não terá emprego para todo mundo.

Na verdade, não tem emprego para todo mundo, mas isso pode piorar quando a economia está em recesso.

E com isso os níveis de pobreza e desigualdade social podem voltar para os patamares da década de 1980, ainda de acordo com o pesquisador.

Falou também que os níveis pessoas trabalhando na informalidade hoje é de 40%, contudo, esse número poderá se estender para mais da metade da população brasileira.

O especialista comentou que as pessoas que ficaram desempregadas durante a pandemia, ainda não estão procurando emprego, pois tem o risco da pandemia e ainda estão recebendo o benefício.

Diante disso, com o fim do auxilio, a tendência será que os desempregados voltem ao mercado à procura de emprego e voltou a dizer, que com a economia fraca, não terá emprego.

E com isso, o grupo de desempregados poderá dobra em 2021, chegando a termos mais de 30 milhões de pessoas desempregadas ou sem atividades.

O que diz o Governo Federal?

No mês passado houveram boatos de que o auxílio emergencial duraria até o fim da pandemia, porém, o ministro da economia, Paulo Guedes, ainda não confirmou.

Segundo ele, existe a possibilidade de renovação do benefício, se houver a segunda onda aqui no país.

Está previsto para o governo um gasto de 322 bilhões de reais neste ano de 2020.

O ministro Paulo Guedes provavelmente irá se pronunciar e comunicar à mídia se terá ou não renovação do beneficio do auxilio emergencial.

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