A dolorosa espera por consulta com especialista em alta complexidade | TN Sul

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Morro da Fumaça
Edson Padoin
cidades@tnsul.com

A fila de espera por cirurgias e consultas com especialistas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é um problema histórico que foi agravado pela pandemia. No caso das consultas de alta complexidade, que são realizadas nas unidades hospitalares reguladas pelo Estado, algumas pessoas esperam há meses, outras há mais de quatro anos. Pacientes como Rozana Rodrigues Calegario, 57 anos, e Vilmar Fregulia de Almeida, 56 anos, enfrentam uma angustiante espera por consultas com especialistas em coluna.

Dona Rozana, moradora de Morro da Fumaça, aguarda desde 2019 por uma avaliação com um especialista. Com quatro hérnias de disco e nervo ciático afetado, ela mal pode andar 100 metros sem sentir dores intensas. “A gente vive nessa humilhação. É só promessa. Para me deslocar, somente de moto, ela é a minha perna. Quatro anos nessa luta já”, desabafa.

Outro paciente que está cansado de esperar por uma consulta com um especialista é Vilmar Fregulia de Almeida. O também fumacense já passou por duas cirurgias na coluna e, mesmo assim, continua à espera de uma consulta que poderia mudar sua qualidade de vida. “Já faz quase cinco anos que eu estou esperando por uma consulta para tentar resolver essa situação. Não consigo fazer nada de esforço. Não consigo pagar uma conta ou ir ao mercado”, lamenta Vilmar.

Dificuldades

Dono de um bar, Almeida possui dificuldades para gerir o próprio negócio. “Fui bater a ressonância e deu escoriação na coluna, hérnia de disco e bico de papagaio. Hoje a minha perna esquerda está praticamente inutilizada. De vez em quando preciso fazer uma injeção por conta da dor. Tenho um bar, mas não consigo fazer nada de esforço. Só fico sentado, mas se fico por muito tempo, já começa a dor”, salienta.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgados em 5 de outubro, 30.929 pacientes aguardavam consultas com especialistas em alta complexidade em Santa Catarina. Conforme a secretária de Saúde de Morro da Fumaça, Marijane Felipe, essa é uma responsabilidade do Estado. “Os problemas que podem ser tratados dentro dos nossos ambulatórios é nossa responsabilidade. Porém, média e alta complexidade é para especialistas das unidades hospitalares. Precisamos que o Estado faça sua parte”, ressalta.

Foto: Edson Padoin/TN

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