Acesso do Tigre passa por vitórias fora de casa | TN Sul

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Tiago Monte

Criciúma

Restando seis jogos para o final da Série B do Brasileiro, o Criciúma precisará conquistar pontos, fora de casa, para ainda sonhar com o acesso à Série A de 2024. Após a derrota para a Chapecoense, não bastarão vitórias sobre Sampaio Corrêa, ABC e Botafogo-SP, que são as partidas que restam no Majestoso. O Tricolor Carvoeiro precisará reverter um retrospecto recente ruim e vencer jogos longe do Majestoso. O primeiro desafio será no sábado, diante do CRB, em Maceió.

O Tigre não vence, fora de casa, há mais de três meses. O triunfo mais recente, longe do Heriberto Hülse, foi em 8 de julho, em Natal, diante do ABC. De lá para cá, são dois empates e seis derrotas em oito jogos. Para subir, a história precisará ser alterada. E com urgência. “Sei que o torcedor está extremamente frustrado, nesse momento, talvez muitos não acreditem. Eu falei das sete vitórias e tem mais quantos jogos para fazer? Seis. Tem que ganhar todos. E por que não? Não é possível? É possível. ‘Ah, mas você já falou em sete vitórias e não cumpriu’. Mas a gente aposta. Até hoje, graças a Deus, a gente cumpriu tudo o que se comprometeu com o Criciúma. Então, está fugindo um pouco, mas temos que seguir confiando. Se a gente desistir, então, podemos pegar o nosso boné, apito e seguir o caminho de casa. Mas nós vamos acreditar e seguir até o fim”, comenta o técnico Cláudio Tencati, após o jogo diante da Chapecoense, na sexta-feira.

Tencati destaca que o Criciúma ainda briga pelo acesso. “Tem uma frustração momentânea, mas temos que nos reequilibrar de novo, enquanto a competição tiver aberta. Estamos fora da disputa pelo acesso? Não. Tudo pode acontecer e tem muito confronto direto. Então, vamos continuar fazendo o nosso trabalho, focando naquilo que tem que ser feito. Vamos buscar os resultados e nos reequilibrarmos de novo”, pontua.

Time perde a invencibilidade em casa no returno

A derrota para a Chapecoense foi a primeira, em casa, no returno. A esperança da comissão técnica e jogadores era vencer todos os confrontos no Majestoso, mas não foi possível. “A esperança era grande. A expectativa era grande. Por isso, a frustração do torcedor que veio hoje (sexta-feira) e fez a parte dele. Tem a nossa frustração também, porque a gente acreditava nisso. Falávamos nisso. Tanto que, depois da derrota para o Juventude, a gente falava na mobilização para os nossos jogos em casa e nós estávamos sendo fortes, no segundo turno, em casa. Tanto que é a primeira derrota que sofremos em casa. Os outros, no returno, ganhamos todos: seja jogando bem ou mal, mas vencemos”, ressalta Tencati.

O treinador ressalta que a remobilização do elenco começará já hoje. “Os jogadores são do futebol. Eles vivem futebol e respiram futebol. Eles sabem como é o futebol. Quem vive futebol e respira futebol sabe que tudo é possível e a cada jogo você tem uma esperança. O bom do futebol é que termina um jogo, começa outro e você tem esperança. A esperança nunca acaba. As pessoas se frustram rápido? São eles. Fora. Todos os reveses que tivemos, conseguimos mexer com os jogadores e tirar deles. Estamos fazendo isso há dois anos”, detalha.

Tencati não se assusta com as críticas e diz que o emocional do elenco e comissão técnica seguirá inalterado. “Eu sei que as críticas vão vir. Tranquilo. Faz parte. Se não faz por onde, no momento, a crítica é pesada e vem, mas nós somos do futebol e estamos aqui para isso. Dia que ganha, é aplauso para todo mundo. Quando perde, não deu certo, mesma coisa. Temos que saber equilibrar o emocional e saber continuar a nossa caminhada”, ressalta.

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