Pedido de soltura de ex-vice-prefeito de Tubarão é negado | TN Sul

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Um despacho emitido nesta sexta-feira (21), pela 1ª Vara da Comarca de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, recusa o pedido de soltura apresentado pela defesa do ex-vice-prefeito Caio Tokarski (União Brasil).

Tokarski é um dos políticos investigados na Operação Mensageiro, deflagrada em dezembro de 2022. As primeiras audiências também foram confirmadas para o fim do mês de agosto e começo de setembro. O ex-prefeito Joares Ponticelli (PP) também está na lista dos réus.

O documento assinado pela juíza de direito Gabriella Matarelli Calijorne Daimond Gomes indeferiu a solicitação de liberdade Tokarski, com base na possibilidade de o réu no processo trazer riscos às investigações e até a intimidação de testemunhas.

“Logo, a liberdade do réu, neste momento, poderia colocar em risco as investigações e a própria ação penal à medida em que, mesmo segregado, tem demonstrado alto grau de infiltração nos segmentos públicos e privados. Em suma, indispensável a decretação da prisão preventiva a fim de que o conduzido não impeça a produção de provas e o regular andamento da instrução criminal. Como se vê, neste caso, há riscos concretos de intimidação de testemunhas”, aponta a juíza.

O despacho ainda diz que as informações trazidas aos autos, envolvendo uma série de processos da mesma operação, resultam em uma das maiores investigações catarinense, “Muito provavelmente estar-se-á diante do maior esquema de corrupção do Estado de Santa Catarina já deflagrado”. 

A juíza definiu os dias 30, 31 de agosto e 1º de setembro para a realização das audiências de instrução, que vão acontecer no Salão do Júri da Comarca de Tubarão. As oitivas das testemunhas de defesa foram determinadas pela juíza. Ao todo 37 pessoas serão ouvidas.

Gabriella Matarelli Calijorne Daimond Gomes é juíza de direito em Jaguaruna, município também situado no Sul do Estado. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) informou ao ND+ que a “magistrada não pode se manifestar sobre o processo, esse e nenhum outro. A magistrada não pode emitir qualquer explicação/opinião por expressa vedação legal. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) proíbe manifestação sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem”.

Suspeição por foro íntimo

O caso envolvendo Ponticelli e Tokarski foi parar na 2ª Vara da Comarca de Jaguaruna, após nove juízes declararem suspeição por foro íntimo, ou seja, se consideraram suspeitos para analisar a acusação de corrupção contra os políticos na Operação Mensageiro.

Os investigados passaram a ser julgados em 1º instância pela Justiça, após a oficialização da renúncia ao mandato do ex-prefeito e vice. O caso declinou e parou “nas mãos” da 1ª juíza a aceita o processo.

Joares Ponticelli foi solto no dia 29 de junho e segue monitorado com tornozeleira eletrônica. Caio Tokarski permanece preso desde 14 de fevereiro.

*Via ND+

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