Pedro Gabriel precisa de ajuda para tratamento | TN Sul

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Criciúma
Alexandra Cavaler
cidades@tnsul.com

“Ele nunca andou sozinho, apenas com o suporte do andador, porém ele precisa de um tratamento intensivo multidisciplinar que o Estado não cobre”, assim a mãe de Pedro Gabriel Domingos Américo, de 10 anos, Priscila Soares Domingos, descreve um pouco a situação delicada do filho que tem paralisia cerebral a qual foi descoberta quando o menino tinha apenas um ano.

Ele também precisa de equipamentos para ficar em pé, andador, therathogs (roupa apropriada que dá estabilidade), tratamento de fonoaudióloga, além dos que estão sendo feitos para que volte a andar. Para custear todas as despesas, os pais criaram uma vaquinha solidária e estão vendendo trufas com o intuito de arrecadar R$ 80 mil. “A paralisia compromete a parte motora e, por isso, ele precisou realizar uma cirurgia nos joelhos e na virilha para evitar luxação de quadril e deformidades ósseas, assim como diminuir sua dor”, ressalta emocionada, a mãe.

Ajuda cortada

Segundo Priscila, as campanhas começaram quando Pedro precisou de um andador e fez uma cirurgia. Em seguida ele passou por protocolos de fisioterapia intensiva. “Os primeiros procedimentos foram feitos pelo SUS mas, devido aos resultados, foi preciso transferir o tratamento para uma clínica particular porque conseguimos pagar a cirurgia em 2020 por meio das campanhas e, depois disso, ele perdeu os tratamentos. Via Estado foi até os 7 anos. Depois o governo cortou sob a alegação de que pelo SUS teríamos os mesmos resultados. Por isso precisamos contar com a solidariedade das pessoas uma vez que já que não temos mais a ajuda do governo”, revela a mãe.

Foto: Divulgação

“Eu não sei mais o que fazer”

Sobre o protocolo de fisioterapia intensiva, Priscila conta que o menino deveria fazer pelo menos seis vezes ao ano, além de fisioterapia nos intervalos, junto de terapia ocupacional, fonoaudióloga, psicopedagoga e psicóloga. “Porém não temos condições de pagar tudo o que ele precisaria pra evoluir. O tratamento daria em torno de R$ 200 mil por ano, fora os gastos com médicos, medicações, equipamentos, gasolina. O Pedro precisa da ajuda de todos para ter a chance de evoluir”, enfatizou, acrescentando: “Sabe quando seu filho lhe pede algo para comer e você não tem condições de comprar? Nossa como isso dói! Agora imagina seu filho pedindo pra andar? O que você faria? Eu não sei mais o que posso fazer e estou aqui para pedir a ajuda de vocês”, concluiu Priscila, com lágrimas nos olhos.

Quetionamentos

A mãe diz que é questionada sobre a continuidade das terapias. “Muitas pessoas questionam: mas se ele está bem por que continuar as terapias? Primeiramente, Pedro tem uma lesão no cérebro que não diminuiu nem aumenta; assim será o resto da vida. Motoramente ele pode evoluir, mas também pode regredir, pois sem o tratamento os músculos vão atrofiando, os ossos deformando e com a deformidade dos ossos (perna, costas, braços, pés) fica impossível ele realizar qualquer atividade. E isso dificultaria na fala, na mastigação; se pra ele, com toda a evolução que teve, já é difícil de entender suas dificuldades, imagina ele não conseguir fazer mais nada? Até porque mesmo sem seu corpo responder teria alguém ali dentro querendo viver. E ele sente todas as vontades de uma criança de 10 anos: correr, pular, conversar, andar de bicicleta”, menciona.

Uma prova de amor que busca por solidariedade

A família, além da vaquinha, vende trufas para ajudar nos tratamentos. Há um mês as vendas começaram é até o momento foram arrecadados pouco mais de R$ 1,8 mil. As trufas são comercializadas em eventos, casas de shows, parques e praças, locais onde a família pede autorização para vender. Também podem ser encomendadas. Quem tiver interesse em comprar as trufas deve entrar em contato pelo WhatsApp (48) 9-96977101. A ajuda também pode ser feita em foram de doação, de qualquer valor, por meio da chave pix: priscilasoarespg@gmail.com.

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