Tigre: Éder e a convivência com as dores | TN Sul

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Tiago Monte

Criciúma

Com 36 anos, Éder sofre com as dores na região lombar da coluna. Após uma microfissura, sofrida no jogo contra o Juventude, no dia 8 de junho, o jogador retornou ao Criciúma na partida contra a Ponte Preta, na semana passada, quando atuou em torno de meia hora. Diante do Avaí, o atacante esteve em campo durante todo o segundo tempo. Porém, se engana quem pensa que o experiente atleta está livre das dores. Ele faz tratamento especial para minimizar os danos e estar em campo. “Eu sempre sofri um pouco, durante a minha carreira, com essas dores na lombar. Só que, depois do jogo contra o Juventude, quando eu levei uma pancada e depois joguei contra o Vitória, a dor persistiu. Então, fiz uma ressonância magnética e deu uma microfissura. Estava me incomodando muito. Para lidar e para não voltar, isso depende, agora, de um trabalho muito específico. Então, agradeço a todos da fisioterapia, os médicos e preparadores que estão me dando a máxima assistência, para continuar mantendo esse nível de dor. Ainda tenho, mas é muito mais baixa do que estava sentindo há uns meses”, destaca.

Éder ressalta que as dores fazem parte da vida do atleta profissional, porém, o nível que ele atingiu foi muito alto, o que chegou a atrapalhar o desempenho dele em campo. “Então, eu acho que lidar com a dor é normal na nossa vida de atleta. Quando ela está muito aguda, como eu tive, há uns dois meses, não adianta seguir, porque, ao invés de ajudar, pode ser que a gente só atrapalhe o time, elenco e a mim mesmo. As dores que estou agora são muito mais suportáveis e estou fazendo um trabalho diário para que se mantenha nesse nível. Agora estou me sentindo bem, voltei a jogar 45 minutos, depois de algum tempo, para pegar ritmo novamente. Estou feliz por ter voltado contra a Ponte e o Avaí, agora é só evoluir”, comenta.

Enquanto Éder tratava a lesão, o Criciúma se reforçou com os atacantes Hygor e Neílton. Entretanto, o experiente atleta não vê como prejudicial a chegada dos novos jogadores, assim como não lida como os novos companheiros como concorrentes por um lugar no time. “Não tem briga. Não tem titularidade. Esse é o meu modo de pensar. Eu sempre fui assim na minha carreira e sempre digo que quem ganha com atletas mais fortes, em cada posição, é o clube”, pontua.

Dedicação total nos treinamentos

Mesmo com dores e com a carreira vitoriosa e consagrada, Éder se dedica integralmente aos treinamentos. “O Éder está aqui para dar o máximo, durante todos os treinamentos, e a decisão é do Tencati. Ele que decide se o Éder vai entrar um minuto, 45 minutos ou 90 minutos. É assim para mim e para todos os meninos. Sempre respeitei a decisão do treinador. Não só aqui no Criciúma, mas em todos os clubes que passei. E todos os meninos que estão aqui também fazem isso. É um elenco muito forte nisso: respeito. A concorrência é normal, mas o Criciúma é que ganha com isso”, comenta o jogador.

Para Éder, o Criciúma precisa manter o equilíbrio para chegar ao acesso para a Série A. “Eu falei isso, depois do jogo contra o Avaí: a gente não pode se iludir e ficar com entusiasmo nas alturas, após uma vitória, e não pode abaixar a cabeça, após uma derrota. A gente sabe que a Série B é difícil e todo mundo está oscilando. Então, é ter equilíbrio e sabermos do nosso potencial”, comenta.

Conforme o atacante, o Criciúma teve uma infelicidade no jogo contra o Avaí. “Têm jogos que você sai do campo dizendo: ‘pô, talvez não demos o nosso máximo, ou faltou alguma coisa’. Você analisando e vendo o jogo contra o Avaí, eu acho que tivemos a infelicidade do gol do Maia, que acontece no futebol, mas depois a gente se impôs, desde o primeiro minuto. Jogamos e o goleiro do Avaí foi um dos melhores da rodada, então, é ter equilíbrio e levando jogo a jogo, que a Série B só vai se decidir nas últimas rodadas”, finaliza.

Éder completa 37 anos em 15 de novembro. Ele tem 23 jogos disputados pelo Criciúma, nesta temporada, com cinco gols marcados. Foram 15 vitórias, cinco empates e apenas três derrotas com o jogador em campo. Éder levou cinco cartões amarelos e foi expulso uma vez na temporada 2023.

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